Não tenho twitter, nem facebook, e muito menos orkut. Só mantenho o MnG, repito, graças ao carinho e a amizade de vcs que estão sempre por aqui.
Gosto de blogs, sempre estou dando uma olhada em alguns muito bons que se espalham pela internet. É fonte de divertimento, cultura, informação e lazer. Mas, de um tempo para cá, tenho pensado muito em como eles estão se transformando, cada vez mais, em espaços perigosos para que seus titulares-autores, principalmente os dos profissionais da imprensa, exagerem no exercício de quererem ser os donos das verdades absolutas.
Semanas atrás, me arrependi da forma em que escrevi alguns "tijolões" aqui para o nosso espaço. Por mais que eu tivesse absoluta certeza de minhas certezas, fui arrogante e impus idéias de forma ditadora e quase fascista. Prometo não repetir. Continuarei dando minhas opiniões sobre as coisas que acho que conheço um pouco, mas serei muito menos pesado.
Como todos aqui sabem, a cada dia que passa, menos renovo os posts e as idéias. Problemas pessoais e falta de concentração e inspiração, me fazem deixar o blog quase que totalmente abandonado.
Então, para tentar dar uma mudada nessa situação, começo, a partir de hoje, criar posts mais leves e com vários assuntos diferentes...todos ao mesmo tempo e comentados em poucas linhas...quase como um twitter.
Vamos lá:
- A última vez que eu tinha visto uma cena completa de Francisco Cuoco, na TV, foi em 1971. Na novela Selva de Pedra. Quase 40 anos depois, revi, um dias desses, o ator em Passione...nova chatice das 8/9 hs da TV Globo. Constato: Cuoco ainda não aprendeu a sua profissão. José Mayer é um Laurence Olivier perto dele.
- Por outro lado, estou sempre revendo filmes do fantástico Ed Harris. Nessa semana, dei mais uma olhada em Pollock. O grande ator interpreta, e dirige, o filmaço sobre a vida e morte do genial pintor-expressionista-abstrato, americano, Jackson Pollock. Uma aula completa para quem ainda sonha em ser ator.
- Depois de muito tempo, voltei a assitir o Jô Soares nas madrugadas. O humorista/apresentador continua carismático, gentil e muito simpático. Mas desaprendeu a entrevistar. Uma pena.
- Não gosto do estilo da apresentadora Glenda Kozlowisky do Globo Esporte. Muito cheia de poses, caras e bocas, e simpatia exagerada. Simpatia exagerada me incomoda.
- Quem está mandando muito bem, como quase sempre, é a Deborah Bloch na comédia/minisérie Separação?!. Porém, o texto é muito fraco. Fernanda Young e Alexandre Gama não conseguiram, ainda, atingir a qualidade de Os Normais. Estão exagerando no escatológico. Escatologia exagerada, também, me incomoda.
- Me amarro naquele comercial da Chevrolet em que a noiva é lavada para a igreja pelo pai. Sempre que vejo ficou emocionado.
- Mas odeio aquele da Schincariol: "Cervejão". É irritante, sem criatividade, e pior: mentiroso. Schin é uma cervejinha!
- Meus olhos brilham quando vejo as imagens nos jornais e na TV, da turma da zona norte e subúrbio, de minha querida cidade, enfeitando as ruas para a Copa. Curti muito isso na Copa de 82, quando morava no Lins de Vasconcelos. As pessoas voltam para as calçadas e praticam a amizade com a vizinhança. Felicidade pura...e simples. A criançada faz a festa.
- Se conseguirem tirar do papel todos esses projetos para a Copa e as Olimpíadas, nossa cidade vai ficar ainda mais maravilhosa. Vi a maquete da revitalização da zona portuária...fiquei encantado.
- E por falar em Copa, alguém, muito próximo do Adriano, me disse, numas dessas esquinas de Ipanema, que o jogador está muito feliz por não ter sido convocado. Como diz o Ancelmo Góis: faz sentido.
- Depois que li no jornal, que o goleiraço da seleção, Júlio César, passou boa parte de sua infância e adolescência no Grajaú, e é ídolo no bairro, virei, ainda mais, fã do cara! Esse sim é um exemplo pra garotada...
- Tenho escutado, seguidamente, o album In Too Much Too Soon, de 1974, da extinta-ótima-banda-punk-americana New York Dools, e na letra de Human Being, o vocalista Johnny Thunderr grita: "...e se eu tenho que sonhar, é porque você não sabe que eu sou um ser humano. E se isso é um pouco obsceno, é porque você não sabe que eu sou um ser humano..."
- E por falar em sonho, vejam que bonito que o poeta e militante político da época da ditadura, Alex Polari, escreveu, e que Alfredo Syrkis cita, antes de começar o seu ótimo Os Carbonários: " Nossa geração teve pouco tempo, começou do fim, mas foi bela nossa procura. Ah! moça, como foi bela a nossa procura, mesmo com tanta ilusão perdida, quebrada...mesmo com tanto caco de sonho onde até hoje a gente se corta."
- E por falar em Syrkis, Gabeira continua caindo no meu conceito. Aliás, consigo contar nos dedos, de uma das mãos, os políticos que ainda acredito.
- Comecei a ler Dublinenses, de James Joyce. São curtos contos sobre diferentes personagens em diferentes situações do cotidiano da cinzenta Dublin. Estou gostando muito. E até me incentivou a copiar a idéia e aos poucos começar a escrever o meu "Ipanemenses".