Nessa terceira temporada do MnG temos algumas novidades:
O link "Quiosque" foi criado para que vocês tenham um espaço para bate papos mais aleatórios....o post principal ficaria, assim, somente para comentários e debates sobre o assunto principal...
Em "Cine Clube" sempre colocarei vídeos,cenas de filmes, clipes, partes de show musicais, curiosidades...
Temos também agora a "Rádio MnG" : Música na Garrafa...
Continuaremos com o espaço "Colaboradores"...ali vocês podem sempre me enviar textos livres, fotos, e outros, para publicação...
O MnG possui um forte sistema de segurança. Com tecnologia de última geração, temos como bloquear e rastrear IPs...descobrido em poucas horas de que computador/blogueiro foi feito qualquer tipo de comentário. Segurança e proteção para todos os frequentadores do nosso blog.
Bemvindos!
Pedra Rolante Enviada por as 01:37 - 08/07/2010
Não me lembro bem quando, aonde e como conheci Ezequiel Neves. Mas quando dei por mim, já estava na varanda do recém inaugurado Manoel & Juaquim, sentado ao seu lado, falando de Rock e Ipanema. Eu tirava algumas horas de folga no meio da tarde de trabalho, descia a escada do estúdio que ficava em frente ao meu querido botequim, e me encontrava com Zeca Jagger para conversar fiado, ver o tempo passar, entre copos de chopp e cachaça, e só para ouvi-lo lembrar da época em que Cazuza passava ali em frente, gritando a bordo de um jeep velho. Na época, início de 2002, tinha na cabeça lançar uma revista aqui para o bairro. E o jornalista/produtor, me lembro, foi um dos que mais me incentivaram. Dizia meio entediado: - "...se não der certo, foda-se, garoto...". Ele me chamava de "garoto"... e eu adorava! Mesmo já com mais de 40, me fazia sentir como um Frejat...um Cazuza. Meses depois, em junho, criamos a Azul, que só existiu em uma única edição...e Zeca, para minha alegria e orgulho, aceitou o convite e contribui com essa emocionante crônica que republico aqui. Como uma humilde homenagem a um cara que viveu intensa e verdadeiramente.
Exilados na Farme - Ezequiel Neves
Em cada milésimo de segundo havia zilhões de Apocalipses. Era assim a rua Farme de Amoedo há redondos 30 anos passados. Não se tratava de uma rua propriamente dita, estava mais para uma jugular de asfalto onde tudo acontecia com profundidade totalmente epidérmica. Moradores e transeuntes possuíam aquela sonhada impunidade dos personagens de histórias em quadrinhos. Violência urbana, nem pensar! Além de sermos jovens e magros, nossas vastas cabelereiras sempre açoitavam os vendilhões de quaisquer tempos. Só queríamos ouvir rock\'n\'roll e deitar nas areias perto do Pier, nas Dunas da Gal, junto à companhias ilimitadas: um bando de malucos que englobava todos os sexos. A alienação, o desconhecimento involuntário das atrocidades cometidas pela ditadura militar, fazia com que lançássemos em todos os projetos com alegria e nenhuma culpa. Republicanos, sim...Mas nossas cucas só viajavam nas carruagens da monarquia. O fumo era da melhor qualidade, o álcool coisa de careta e no Bar Bofetada saciávamos com pão-quente-com-manteiga-e-café-com-leite a nossa fome lisérgica matinal. Eu morava no edifício onde hoje existe a loja Forma, na cobertura do porteiro Chico que era uma espécie de anjo-da-guarda do quarteirão. A porta do meu covil era pantográfica e do próprio elevador. A chave era só minha. Mas hospedava os amigos com euforia libertária e escutando Exile On Main Street, dos Rolling Stones com som desvairadamente ensurdecedor. As enfermeiras do Hospital do Coração, que ficava ao lado, imploravam que tocássemos Good Bye Yellow Brick Road, de Elton John. Não estávamos nem aí. Vestíamos T\'Shirts, calças de algodão de 5a. categoria, pois não tínhamos grana para comprar na Frágil, roupas de hippies chiques. Nosssas refeições se limitavam a hot dogs devorados no Chaplin. Dormíamos depois de engolirmos mingau de aveia cozinhado por Neville de Almeida. Aos sábados a ceia era enriquecida por biscoitos e queijos franceses furtados do mercado Zona Sul. Lógico que além da praia e outros aditivos, todos trabalhávamos fazendo super-oito, escrevendo na RollingStone brasileira, inventando poesias, pintando e guerrilhando como podíamos. Nunca perdíamos um pôr-do-sol - sempre aplaudido. Embora fosse apenas mais um crepúsculo, nossas cabeças estavam iluminadas pelo sol do meio-dia. Fomos jovens...antigamente. A Farme de Amoedo era nossa primeira, única e última Main Street. Hoje somos idosos, espertos e docemente nostálgicos.
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Todos Juntos...Vamos! Enviada por as 23:16 - 11/06/2010
Pessoal, vou deixar por aqui, até o final da Copa, esse vídeo hilário produzido pelos caras do Casseta & Planeta...
O espaço estará aberto como sempre...libertade total...e não é obrigatório só falar de futebol!
Comentários (175)
Cores, Sabores, Sons... Enviada por as 23:31 - 06/06/2010
- Andei trocando e-mails com Arthur Dapieve, do O Globo, sobre um artigo que ele publicou, semanas atrás, no Segundo Caderno, sobre o genial pianista de jazz Keith Jarret. Ontem, garimpando em uma loja de cds usados aqui em Ipanema, encontrei um disco duplo de Jarret interpretando Bach. Só ele e o piano. Bonito demais! Para quem quiser fazer donwload em algum site, o nome do álbum é: The Well Tempered Clavier - J. S. Bach - Keith Jarret. Garanto que vale a pena. Trilha sonora perfeita para relaxar e elevar o espírito.
- Inventei um omelete que ficou delicioso: 2 ovos, cebolinha, uma colher de requeijão de copo, e uma banana cortada bem fininha. Em 5 minutos fica pronto. Mata a fome que é uma beleza...e como diz o grande Bruno Mazzeo no ótimo comercial da Embratel: - ...e é barato pra caramba!
- Assisti, em DVD, A Ilha do Medo...um film noir dirigido por Martin Scorcese. Com Leonardo Dicaprio dando um show como o policial que investiga um sombrio hospital psiquiátrico. Bem interessante! Scorcese é um cracaço na direção de atores. - E depois que acabou, fique com uma grande vontade de rever um outro noir que me amarro: Angel Heart - Coração Satânico. De Alan Parker... e com Mickey Rourke e Robert De Niro arrasando. Filmaço! A sequência final, com aquele elevador descendo para o inferno, com os gritos desesperados do protagonista, não me deixa dormir fácil.
- Indico a edição de maio da revista Brasileiros...com a Andréa Beltrão na capa. Está fantástica! E ainda tem uma matéria muito bacana sobre 4 mulheres cadetes, aviadoras da FAB, assinada pelo nosso querido Eduardo Hollanda!
- E a Revista Oficial do Vasco também está cada dia melhor! Duvido que algum clube do Brasil tenha uma publicação oficial de tanto bom gosto, qualidade de edição e impressão, e de conteúdo tão variado. Até torcedores de outros times estão lendo e elogiando. A edição de maio, com Rodrigo Santoro na capa, ator vascaíno que está filmando a vida de Heleno de Freitas, chega bem perto da perfeição. Enquanto isso, o nosso time...
- Indico também o blog, e a coluna semanal no O Globo, de meu querido amigo de FACHA, o grande jornalista Sérgio Pugliese. Cabelada, como era conhecido na sala de aula, escreve sobre peladas...não sobre mulheres gostosas, mas sim sobre aquele futebolzinho básico que nós, homens, não trocamos por quase nada. Talvez, só por mulheres gostosas.
- E por falar no assunto, vira e mexe fico dando uma olhada rápida nas novelas da Globo. Uau! Fico impressionado com a quantidade de atrizes lindas que possui a emissora! Não sei qual delas é a mais bonita...
- Nessa sexta sonhei com um belíssimo cavalo branco...ele ficava correndo de um lado para o outro..até sumir. Alguém aí sabe interpretar sonhos?
- E por falar em branco, publico essa beleza de poesia da Crika...que está sempre por aqui no nosso MnG:
Fusão
Enlaçada ao branco total Por um momento me esqueço das cores Eu me envolvo Eu mergulho Eu viajo num tempo de paz... Para depois percebe-las ao longe Aqui do alto eu percebo as cores! E ofereço meu branco a elas Estou nas brumas Nas dunas Nas plumas Nas nuvens No leite materno! Estou na cor que absorve todas as outras... Estou na cor que absorve e dissolve Na cor que recebe Na cor que envolve Na cor que se expande Na que se mistura E se funde Na cor que termina.